domingo, 6 de julho de 2008

restlessness...but not despair + a bit of soul searching

paper due in 24 hours and i'm reading gemma hayes' promotional interviews...

what's wrong with this picture?

me?

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what else is there? so what else is new?
cause that's how i feel about this and about the next thing too. 
all... next best things. 
so what else is new?

A Hipótese People-really-do-matter

The Fantastic Four Founding Fathers



sábado, 5 de julho de 2008

escrever sobre aquilo que não se sabe

Calhou ver o Miguel Sousa Tavares dizer no telejornal da TVI (e tento imitar-lhe o estilo) que o mesmo Sarkozy que agora exige que o Banco Central Europeu reduza a taxa de juro, há-de pedir que a suba para controlar a inflação daqui a algum tempo. 

Uns dias antes, o Pres. e Co-Príncipe (é preciso não esquecer!) Sarkozy dissera numa entrevista que a inflação que grassa na Europa é diferente da de outros tempos e tem como causa o aumento do preço das matérias primas. Deste modo, combatê-la com a subida da taxas de juro central é errado, pois esta medida visa diminuir a massa monetária que cresceu em dissonância com a produção de riqueza e não é esse o problema. Assim, o BCE poderia subir a taxa de juro até onde quisesse, os preços dos bens continuariam a aumentar.

Embora se possa dizer, suponho eu, que nada percebo de economia, que a subida das matérias primas faz com que se produza menos riqueza... i couldn't help but wonder... is Sarkozy right this time? Is the ECB makings things worse? 


Gemma's lesser songs

it's like i'm fascinated with Gemma's lesser songs...

here is Dylan's «Lay Lady Lay» covered by Magnet featuring Gemma Hayes:


Please take special notice of the last 30 seconds of the song and how beautiful the two voices sound together.

[when the going gets tough... i start thinking and writing in english! 
yey... escapism!]

oh... the girl in the video... not Gemma!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Simple Life

guess i should have gone to telavive... 


A Gemma Hayes, na canção «Horses» do seu segundo album, The Roads Don't Love You, diz:

It doesn't matter who you are, this is it,
There's a simple life the moment you decide.

Um «Wise Up» bem-disposto, digamos. 

So just give up. 
que é o que apetece... 



funny word, committee. double m, double t, double e. committee!

uma pergunta: isto de estar a fazer os trabalhos à pressa, em cima do joelho, perto do dia de entrega, não é algo que devia acontecer no liceu... nos primeiros anos da faculdade?




quarta-feira, 2 de julho de 2008

le sick mac

Lázaro... é o meu mac que voltou dos mortos. Sabe-se lá por quanto tempo e se não tenho que ir de urgência a casa para fazer aquilo que tem de ser feito. 

Abatê-lo?

Over my dead body!


Eu quero este no Natal!


Mãe! Compra-me um Obana!

PS: yes… offensive but cute!

PS2: sim, sim, parece que é mesmo ofensivo, mas é... mesmo fofinho.

PS3: considerem-se "disclaimerizados", que eu nem percebi onde estava o mal. dumb as the white ass that i am.

PS4: devia fazer o mais fácil e transformar este post num do tipo: vejam o que estes racistas fizeram! está gente intolerante que corrói a democracia e blah blah blah? 

PS5: with my mac still alive, «I couldn't help but wonder...» should I take this monkey business down?

domingo, 29 de junho de 2008

felicity: two very good reasons




(fotografia: Lara Porzak; música: j.j. abrams; performed by Judith Owen)

Boa qualidade, aqui:

(main card do tributo ao Twilight Zone)

silly season & 48 hours, gemma hayes and a mini-think tank

exames na silly season. it's so silly!
muito calor. muito calor. muito calor…

amanhã, painful painful day!
mas já há estratégia, agora seguir em frente.
de todo o modo e com mais ou menos estudo, all in all, it was a good day.
right guys?

se o jack bauer salva o mundo em 24 horas...

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seis anos depois, ainda o melhor album que eu não tenho.

evening sun
why don't you stay
just a little longer
please




I'm oddly happy!

o mal desenhado perguntou-me, há uns tempos, se eu queria fazer um mini-think tank. Não deixa de ser engraçado pensar nas circunstâncias da pergunta… que não são outras senão o testemunhar da morte ou suicídio intelectual de um projecto alheio e o post-mortem de um dia em que nos ensinaram que era possível fazer mais ou melhor. Talvez esteja a ser um pouco injusto: ele há-de ter pensado nisto antes. Eu não o deixo ficar com os créditos todos, pois, na megalomania de que enferma tudo o que faço e que corrói até ao resultado mínimo, quando tudo se complicava e eu não dava por isso, propus um enquadramento informal para a discussão de ideias: o bar do costume servia.

naturalmente que a minha megalomania não podia, naquilo que, de tão cansado, de imediato temi inconsequente, permitir o "mini". Se era para fazer algo, que se fizesse algo em tamanho, pelo menos, normal. Para quê um tanquinho? 

As coisas complicam-se de novo. Agora percebo-as mais claramente. De certo modo, as sovas constantes deste ano — sim, parece que não é nada — dizem-nos do que somos feitos (1). Um tanquinho parece algo de gigante quanto não se sabe o suficiente para escrever meia dúzia decente de páginas. Vale a pena fazer isto quando há gente que vai para a Universidade estudar os grandes livros? Poderia ser mais que um blog? Se tivéssemos pouco menos que fazer, nós, os juristas do pequeno tanque já teríamos começado a analisar e a desmontar, montar e desmonantar de novo a directiva que tanto irrita o nosso caro mal desenhado?

Eu sei que não o teria feito. Não está para além do que se pode fazer, ainda que nos demorasse mais do que aos especialistas demoraria. Mas não tenho a certeza que o faria. Agrada-me a presunção de que se pode fazer tudo aquilo que nunca se tentou e, portanto, no qual nunca se falhou. Podíamos escrever 20 páginas decentes, nós, sobre a dita directiva? Sim, conseguíamos. E a minha certeza disso é tão inabalável como a de eu saber que não o faria: da probabilidade de não serem decentes, boas ou publicáveis não quero eu saber. Não há melhor maneira de evitar a sensação constante de perda de tempo, ainda que o resultado seja nunca ter feito nada e o tempo tenha passado. E se falhássemos? Se falhasse? Mais um erro...

Ando sempre enganado. Que é com os erros que se aprende. 

O mundo entretem-se com o prejuizo contra o suburbano. Há, nessa cultura americana que se quer cada vez mais homogénea, a peculiar instituição do book club, tão parecida com a reunião da tupperware. Sim, à hora do chá, há mais que falar que do livro de tantas páginas que ninguém leu. Mas alguém, nalgum book club deve ler e já é bom. O book club é um bom começo. Não digo que quero um book club, não é isso que digo. A mim, falta-me tanto. Há tanto por ler que eu vejo impossível que pudesse ombrear com um mini-Fukuyama. Mas não é esse o objectivo! — dir-me-ão logo! No máximo, isso vem depois, muito depois. Entretanto, pensamos, discutimos, aprendemos, fazemos algo... na direcção certa, acrescento eu. 

O calor e o cansaço levam-me a megalomania, de resto, pouco saudável. Um mini-tanque até sabia bem. Tivesse eu paciência para olhar para linhas de palavras... A Janeane Garofalo, my dear sally, disse um dia que o pior problema do Presidente Bush, na perspectiva dela, era ele não ser intellectually curious. Isto é ler e não querer ir mais além. E daquele a quem falta paciência para ler mais além, mesmo quando é do seu interesse... mesmo sem valor público mais alto? Que se pode dizer quando estar deitado a olhar para o tecto parece tão bom ou tão igual a tudo o resto? O querer saber e a incapacidade de fazer algo por isso e o não querer saber são coisas (moralmente) distintas: mas de que (me) serve a distinção? 

Comecei por dizer que estava oddly happy e acabei com uma comparação com o Pres. Bush. We are not amused. And still, oddly happy. É bom ver as coisas claras. Às vezes, é bom apenas um certo contentamento. Estamos todos muito ocupados e o Inferno espreita a 1, a 7, a 11, a 14, a 21. Eu estou um pouco farto disto. Não é disto que eu gosto: isto devia ser mais natural, não devia ser o fim do mundo, não devia ser algo quase contra-feito. Por mais trabalho que dê, não é do trabalho que me queixo. Mas disto não dever ser assim, tão... forçado! Não devíamos ver ou sentir tudo quanto aquelas datas marcam como se fôssemos beber um café? Não é assim que isto devia ser? E, de novo, por mais trabalho que desse? Porque não se fazem campanhas políticas — o incerto por definição —, mesmo nos momentos em que a vontade de desistir é tão irresistível como umas horas de sono para um insone, como eu faço isto. 

No entanto, foram raras as vezes em que fiz ou consegui algo em que o fazer fosse mais que o "ter de ser". Sempre o ter-de-ser como razão de fazer. Se tivesse de haver um mini-think tank, um em que eu pudesse participar, tinha que ser mais que um ter-de-ser. Obviamente, atribuo ao mini-think tank algo que não me é lícito: um atributo que é meu. A ideia do mini-think tank, contudo, agrada-me. Assim eu pegasse num livro e o conseguisse ler sem sentir que o lia por ter de o ler ou sem que a cabeça divagasse a cada cinco minutos. Isto (re)aprende-se... I know when to star... but how or with what...

abulia |əˈboōlēə| (also aboulia)noun
an absence of willpower or an inability to act decisively, as a symptom of mental illness.

o meu dicionário é muito simpático!

                                            Valete Fratres!

(1) Today I ran for miles/Just to see what I was made of/Today I ran for all that was mine, "Ran for Miles", Night on my Side, 2002


(2)